CARAVELA-PORTUGUESA ATACA

SOCIEDADE | A costa de Portugal, na qual se inclui a orla marítima das ilhas dos Açores e da Madeira, está a ser fustigada por caravelas-portuguesas

MAR DOS AÇORES (CANAL FAIAL-PICO NA IMAGEM) FREQUENTEMENTE VISITADO POR CARAVELAS-PORTUGUESAS [Fotografia de Pedro Silva, 2014]


TERÇA-FEIRA, 14 DE MAIO DE 2019 -- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lançou hoje um alerta sobre a presença «em toda a costa portuguesa, incluindo nos Açores e Madeira», de caravelas-portuguesas (águas-vivas).

«A espécie Physalia physalis (Caravela-Portuguesa) está, de momento, a ocorrer em toda a costa Portuguesa, incluindo nos Açores e Madeira», explica o IPMA numa notícia publicada no seu portal da Internet.

A presença de caravelas-portuguesas é frequente nos mares dos Açores, como se sabe, por observação direta, nomeadamente nas praias das ilhas. Verdadeiras inimigas dos banhistas, causam alergias na pele com certa gravidade.

Outro tipo de águas-vivas também costuma assiduamente surgir nas águas açorianas. São as (im)populares alforrecas, que originam igualmente reações adversas no contacto com a pele das pessoas. Com efeitos menos graves do que os das caravelas-portuguesas, não deixam, porém, de constituir uma arrelia, dando azo a fortes invetivas dos atingidos.

O aparecimento de umas e outras não parece ser um fenómeno que surja com regulariade, apesar de frequente, pois há relatos de ocasiões em que parece haver um verdadeiro ataque de águas-vivas, enquanto noutras alturas as referências ao seu aparecimento são quase inexistentes.

CAUTELA

O IPMA lembra que a caravela-portuguesa exige cautela: «Influenciada por ventos e correntes de superfície, é frequentemente avistada na nossa costa. Apresenta um flutuador em forma de 'balão' de cor azul e, por vezes, tons lilás e rosa; os seus tentáculos podem chegar aos 30m de comprimento e são muito urticantes, capazes de provocar graves queimaduras. Por isso, é importante relembrar que não se deve tocar nos tentáculos, mesmo quando a caravela-portuguesa aparenta estar morta na praia».

Deve-se «limpar bem a zona afetada com água do mar» no caso de se ser atingido e «retirar quaisquer pedaços de tentáculos que possam ter ficado presos na pele», alerta o IPMA, que sugere a aplicação de vinagre e bandas quentes e a procura de assistência médica.

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